Tribunal Europeu Direitos Homem

Indemnizações por Erro Judiciário e Más Condiçoes na Prisão

TEDH

Indemnizações pagas pelo Estado Português

Indemnizações por Erro Judiciário e Más Condiçoes na Prisão 

Se a sua situação é de: Más condiçoes no estabelecimento prisional ou injustuiça judicial não hesite em pedir que o Estado Português lhe pague uma justa indemnização.

As condições atuais nos estabelecientos prisionais portugueses são depalperáveis .

Beliches, infestações de insetos e roedores, comida sem qualidade, excesso de lotação, falta de instalações sanitárias e de privacidade no seu uso, exercício físico ao ar livre insuficiente, cela com humidade e sujidade e exposição a fumo passivo são algumas das queixas a que o TEDH concedeu provimento e direito a indemnização. 

Missão

Estado português condenado por tribunal europeu por condiçoes de detenção desumanas

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decidiu que o Estado português terá de pagar indemnizações superiores a 16 mil euros a dois reclusos que se queixaram de condições desumanas nas celas

Beliches, infestações de insetos e roedores, comida sem qualidade, excesso de lotação, falta de instalações sanitárias e de privacidade no seu uso, exercício físico ao ar livre insuficiente, cela com humidade e sujidade e exposição a fumo passivo são algumas das queixas a que o TEDH concedeu provimento e direito a indemnização. 


Direitos Humanos

Estado paga indemnização de 1500 euros a suspeito de tráfico de droga

Detido passou duas noites em cela sobrelotada e foi impedido de tomar banho. Governo reconheceu que as condições de detenção eram inadequadas.

O Estado português vai pagar 1500 euros de indemnização a um detido que passou duas noites na cadeia da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa. Pedro Miguel B., de 47 anos, queixou-se da sobrelotação da cela, da má qualidade da comida que lhe foi servida e ainda da impossibilidade de tomar banho e o Estado reconheceu que aquele esteve detido em condições inadequadas. O caso estava a ser analisado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que não chegou a decretar uma sentença. Tudo foi resolvido com um acordo entre as partes, anunciado, nesta quinta-feira, pelo organismo europeu.

Pedro Miguel B. estava a ser investigado pela PJ e foi detido quando estava à porta do hospital onde tinha consulta marcada. Suspeito de tráfico de droga e de corromper um procurador do Ministério Público, foi levado para a cadeia da PJ em Lisboa, na qual permaneceu dois dias antes de ser transportado ao tribunal para ser sujeito a primeiro interrogatório judicial. Ao longo desse período, o detido foi colocado numa cela com outros dez indivíduos. Todos estrangeiros ligados a uma rede de tráfico de seres humanos. Sem espaço na cama, acabou por dormir no chão nas duas noites em que esteve detido. Na queixa que apresentou no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, Pedro Miguel B. alegou, também, que foi impedido de tomar banho enquanto esteve naquela prisão, onde, garantiu, a comida fornecida era de muito má qualidade.


Estado tem agora um prazo de três meses para pagar indemnizações de 16.300 euros a cada um dos dois reclusos.


O TEDH foi criado a fim de assegurar o respeito dos compromissos que resultam da CEDH e seus protocolos para os Estados Parte. A competência do Tribunal abrange todas as questões relativas à interpretação e à aplicação da Convenção e dos respetivos protocolos que lhe sejam submetidas.

Qualquer Estado Parte pode submeter ao Tribunal qualquer violação das disposições da Convenção e dos seus protocolos que creia poder ser imputada a outro Estado Parte.

O Tribunal pode receber também petições de qualquer pessoa singular, organização não governamental ou grupo de particulares que se considere vítima de violação por qualquer Estado Parte dos direitos reconhecidos na Convenção ou nos seus protocolos. Os Estados Parte, ao assinarem a Convenção, comprometem-se a não criar qualquer entrave ao exercício efetivo desse direito.

Note-se que a apreciação do Tribunal não está restrita a queixas submetidas por nacionais dos Estados Parte, antes abrangendo qualquer pessoa dependente da jurisdição do Estado em causa.

A pedido do Comité de Ministros, o Tribunal pode também emitir pareceres sobre questões jurídicas relativas à interpretação da Convenção e dos seus protocolos.

Funcionamento

O TEDH, com a configuração que conhecemos hoje, nasceu do Protocolo n.º 11 à CEDH. Este Protocolo, que entrou em vigor em 1998, instituiu um mecanismo permanente de apreciação de queixas relativas a violações dos direitos previstos na Convenção.

O Tribunal é composto por 47 juízes, um por cada Estado Parte. Os juízes do Tribunal exercem funções a título individual, isto é, não representam o Estado em nome do qual são eleitos e são totalmente independentes, estando impedidos de exercer qualquer atividade que comprometa a sua independência ou imparcialidade.

O Tribunal dispõe também de uma Secretaria que presta os serviços administrativos e jurídicos necessários ao funcionamento do Tribunal. É composta por juristas, pessoal administrativo e técnico, e tradutores.

O funcionamento do TEDH tem sido objeto de diversas reformas. Atualmente, para apreciação das queixas apresentadas no TEDH, o Tribunal pode assumir quatro formações: juiz singular, comités compostos por três juízes, seções de sete juízes, e tribunal pleno de dezassete juízes.

Queixas individuais

O direito de petição individual está consagrado no artigo 34.º da CEDH e permite que qualquer indivíduo possa aceder ao TEDH para que a sua pretensão seja apreciada, desde que estejam verificados os requisitos de admissibilidade (artigo 35.º).

A intervenção do TEDH deve ocorrer apenas quando o ordenamento jurídico do Estado não foi capaz de dar resposta adequada e reparar a violação em causa (princípio da subsidiariedade).

De entre os critérios de admissibilidade, é de referir a obrigatoriedade de o requerente esgotar previamente todas as vias de recurso internas consideradas efetivas pelo TEDH. A própria existência e disponibilidade de um recurso interno efetivo no ordenamento jurídico de cada Estado é uma obrigação que resulta do artigo 13.º da Convenção.

De outro lado, o requerente dispõe de seis meses para apresentar a queixa ao TEDH, a contar da data da decisão interna definitiva. Este prazo será encurtado para quatro meses com a entrada em vigor do Protocolo n.º 15 à Convenção.

O requerente deverá ter atenção aos outros critérios de admissibilidade previstos no artigo 35.º da Convenção, bem como aos requisitos formais previstos no Regulamento do Tribunal, em especial, no artigo 47.º.

Execução das decisões

Se o Tribunal declarar que houve violação da Convenção ou dos seus protocolos e se o direito interno do Estado Parte não permitir senão imperfeitamente obviar às consequências de tal violação, o Tribunal atribuirá à parte lesada uma reparação razoável, se necessário.

Os Estados Parte estão obrigados a respeitar as decisões definitivas do Tribunal nos litígios em que forem partes. A supervisão da execução dos acórdãos do TEDH cabe ao Comité de Ministros, órgão político do Conselho da Europa, ao qual a sentença definitiva é transmitida.

Sempre que o Comité de Ministros considere que a supervisão da execução de um acórdão definitivo está a ser entravada por uma dificuldade de interpretação, poderá dar conhecimento ao Tribunal a fim que o mesmo se pronuncie sobre essa questão de interpretação. Caso o Comité de Ministros considere que uma Alta Parte Contratante se recusa a respeitar uma sentença definitiva num litígio em que esta seja Parte, poderá, após notificação dessa Parte e por decisão tomada por maioria de dois terços dos seus membros titulares, submeter à apreciação do Tribunal a questão.